Jornada
março 8th, 2012 § Deixe um comentário

A caricatura perfeita da vida errada
Agonia que não conhece a calma
Apenas uma alma marcada
Ela desce a rua como se fosse tudo
Quando na verdade só lhe resta o nada
Buscando um pouco de ar
Sonhando com a tal da paz.
Aqueles olhos
Os mesmo olhos
Eles sempre estiveram lá
Não tente negar
Te fizeram ser quem você é
Moldaram sua alma como a argila fresca
Criando valores
Delimitando pudores.
Ela nega
Mas sabe quem é
Sabe quem são os monstros
Os monstros são todos
Eles estavam na rua que ela desceu
E no interior do seu próprio ”eu”
Entre mentiras e formalidades
Ela busca e cria algumas verdades
Cansou de ser moldada e aprendeu a moldar.
Não, não é mais a menina derrotada.
Mas não pode negar
O espelho não pode mentir
Acabado e cicatrizado
Assim é o rosto da menina
Cansado e machucado.
Muitos ficaram pelo caminho
Outros se juntaram a jornada
Alguns amaram outros odiaram
Marcas ela levou e outras deixou
Escreveu na vida sua história
Enquanto sorria
Enquanto fingia.
Assim a menina estranha vivia
O vazio sentia.
Ele chegou, mudou.
E assim o vazio simplesmente… se foi.
Você está vivo, mas pode escolher fingir que não está.
abril 21st, 2011 § 1 Comentário
Nem sempre é a melhor opção.
Muito além do cercadinho particular.
fevereiro 7th, 2010 § Deixe um comentário
Caminhando pela rua ao amanhecer, reclamando de todo e de todos aqueles que um dia trouxeram a dor, aqueles que simplesmente se esqueceram que existia algo chamado amor.
Sentou-se em um banco desbotado sem cor e sem vida, exatamente como seu estado de espírito, viu o mar, o céu, e tudo aquilo que antes parecia tão alegre, bem, agora sem nenhum mais e nenhum menos aquilo era tão sem cor.
Incrivelmente parou de refletir sobre sua infelicidade e resolveu observar mais uma vez aquilo que estava ao seu redor. Passou rápido o olhar de novo por as mesmas coisas mas agora tinha algo diferente, algo que aparentava ter tristeza semelhante a sua. Parou para observar; Seus olhos viram uma criança que se assustava com os gritos de seu pai. A feição daquele homem era medonha ele tinha o ódio no olhar e tinha as marcas do sofrimento nas mãos, e aquela menina? Tão pequena tão indefesa. Pobre menina, tão nova e já devia sofrer tanto, seu rosto era sujo e sua roupa estava rasgada. Quantas feridas na alma aquela garotinha já não deveria ter?
Na hora tudo parecia tão vago, todas as suas preocupações caíram por terra ao ver o sorriso daquela garotinha, afinal como seus olhos podiam brilhar? Como ela podia sorrir? Aquilo simplesmente não fazia o menor sentido! Ele estava lá não fazia nem 10 minutos desesperado por sua vida supostamente tão infeliz, não via mais cores, não via mais amor. Enquanto aquela garota, sim aquela que estava suja e mau cuidada, aquela que vivia na rua, aquela que sofria com a falta de amor de seu pai, sim… Ela sorria.
Levantou dali e continuou a caminhar, porem não sentia mais dor, nem tristeza, não sentia mais pena de si próprio.
Ele sentia vergonha. Vergonha de si mesmo.
“ Tudo vai doer bem menos se soubermos lidar com a vida, se soubermos sorrir e acima de tudo chorar não como se tudo estivesse perdido e sim para recuperar as forças que se perderam pelo caminho, tudo vai ficar mais fácil se soubermos amar. E tudo vai ficar mais simples quando pararmos de sentir pena de nós mesmos e começarmos a agir e aceitar que o sofrimento está bem mais além do nosso cercadinho particular”
Carta para a vida.
fevereiro 25th, 2009 § 9 Comentários
Carta para a vida. Vida, há muito tempo eu amei uma pessoa, essa pessoa me fez mais feliz, me fez acreditar de novo que você era boa. Mais de novo eu estava errada e eu vi que não era aquilo que sonhava, que meu sonho não era assim tão perfeito. Mais uma vez me decepcionei, mas depois, como sempre superei! Vida, eu já te pedi tantas coisas, eu chorei tanto, já botei tanto a culpa em ti. Sabe, por muito tempo eu também tentei te desvendar, tentei entender seus caminhos, suas vontades, suas maldades. Quer saber? Não tive sucesso, você é um mistério. Já vi você narrar várias histórias, seguindo seu curso natural, algumas tristes, outras felizes. Assisti a finais previstos, outros totalmente inimaginavéis. Muitas vezes você me fez cair, outras foi você a me dar a mão. Hoje foi um dia especial, me desliguei um pouco do meu passado, vou começar de novo! Sim sim, eu sei que eu já disse isso algumas vezes, e para falar a verdade, acho que ainda vou dizer mais algumas, mais mesmo assim gosto de ti. Ah não podia esquecer de lembrar de seus 3 filhos. O amor o tempo e a felicidade Ah o amor, tão belo! Deixa todos bobos, mais no fim acaba por nos derrubar! Ainda bem que existe os outros 2, sim, aqueles que andam sempre juntos o tempo, que sempre concerta as burradas que o amor faz, e depois logo atrás dele vem a felicidade, essa sim é uma menina obediente! Mande lembranças minhas ao amor, diga que não vou visita-lo por um tempo. Quanto ao tempo, sempre me acompanha. E a felicidade, está passando uns dias por aqui, só não até quando ela ficará comigo. Beijos vida…
O desencontro (Uma história narrada pela propria vida)
fevereiro 7th, 2009 § 14 Comentários
Prazer eu sou a vida, e hoje eu vou contar uma história!
Uma menina, uma dor, um sonho, uma vontade.
Um menino, uma dor, um sonho, uma vontade.
Na grande teia da vida histórias de cruzam, pessoas se encontram, se desencontram!
O mundo anda em um infinito vem e vai.
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Ela tinha um sonho, encontrar alguém que gostasse dela como realmente ela é que conseguisse entender pq aquela menina chorava todas as noites, ela queria uma pessoa que pudesse ama – lá!
Ela se deitava em seu quarto olhava para a lua enquanto pensava no assunto, lagrimas escorriam do seu rosto manchando a maquiagem. E lá estavam às marcas, marcas da incompreensão, do sonho não vivido.
Ela escrevia poemas, esses sim eram seus amigos. Eram os únicos que conheciam todos seus dramas e sonhos, eram eles que sempre estavam lá para acalmar aquela garota que gostava tanto de sonhar, mais de tanto sonhar acabava sempre por chorar, por seu sonho não poder realizar.
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Ele tinha um sonho: Ser feliz, encontrar alguém que realmente gostasse dele, queria encontrar que não risse das suas lagrimas, queria o amor!
Toda noite ficava em seu quarto apenas pensando em sua vida, as lagrimas eram sempre inevitáveis!
Era metido a poeta, sonhava em escrever um livro, pensava que assim as pessoas conseguiriam finalmente entender!
Tinha medo de sonhar, sonhar e o sonho não se realizar.
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O nome dele era Gabriel;
O nome dela era Giovanna;
Um dia Gabriel foi à feira com sua mãe, como sempre de cabeça baixa, com os pensamentos na menina que ele nunca conheceu aquela que seria perfeita para ele.
Uma gota de lágrima molhou o asfalto, abaixou mais ainda a cabeça e BUUM!
- Desculpa, eu não queria esbarrar em você me desculpa mesmo ta, eu sou um desastrado! – Diz Gabriel.
A menina olha, dá um sorriso disfarçado e apenas sai andando.
Cada um segue o seu caminho, como deveria de ser.
Lá do carro a mãe da garota grita:
- Vamos, está tarde! Está na hora de ir GIOVANNA.
Ela apenas entra no carro ao se perguntar, a onde estaria seu amado, aquele que nunca nem se quer;
Conheceu.
………………………
HISTÓRIA CONTADA PELA PROPRIA VIDA!