Dear mom

abril 26th, 2012 § Deixe um comentário

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Jogue fora todas suas desculpas
O corte foi feito e sangra
Você estava louca me deixou rouca
De tando gritar, de tanto chorar

A menina cansou de lutar e
Você nunca soube o que era amar.
Ela enterrou seu orgulho
Quando se cansou de ouvir
” Está errado ”
E ele, o outro
Sempre calado

Agora é tarde.
Amarrem-me nessa camisa de força
Eu vou para o meu lugar
Lembranças moram na minha mente
Não da para escapar.

Se me cedessem um pedido
Pediria sol e alegria
Verão e euforia
Belos sonhos e calmaria

Mas o cinza é parte de mim
E agonia não tem fim
Alma negra manchada de vermelho
Refletindo o passado como num espelho.

Gritaria um milhão de vezes
O que passei e por onde andei
E que mesmo com dores
Eu ganhei.
Arranque toda essa dor do meu coração
Eu não pedi pra nascer
E ainda não posso morrer

Peça desculpas por mim a todos que machuquei
Você os fez pagar, me fez chorar
Mas me lembrei
Você nunca soube amar
Um mar de lamentações
E essa se torna apenas uma
Outras se encontram escritas na alma
Marcadas com calma
Para doer
Lentamente morrer.

Paredes mudas

setembro 9th, 2011 § 4 Comentários


Era manhã de quarta feira, aquela musica estridente do despertador avisava que era hora de acordar.
Mas eu me perguntava pra que acordar?  Tudo continuava igual e no fundo nada tinha mudado, os sorrisos eram os mesmos, fabricados, inventados.
Ainda na cama pude observar ao meu redor um pouco da minha história, em cada canto daquele cubo conseguia me ver em diversas situações sentindo todo tipo de emoção, eu vi a dor. Aquelas paredes mudas enfim podiam gritar tudo que me viram sofrer todos aqueles anos, mas não, elas nunca puderam me ajudar, só ficavam lá, quietas como testemunhas silenciadas pelo medo.
O cobertor que me envolvia parecia uma parte de mim, não queria deixa-lo, nem ele queria que eu fosse embora. Pude então ver uma fresta de luz invadindo o quarto, escutei também o som da porta de abrir, o medo invadiu minha alma. Aquilo era o preludio de mais dor.
Você entrou e eu pude escutar sua respiração ofegante e suas palavras confusas e a única coisa que eu consegui distinguir em meio aos gritos era que eu estava errada e que coração eu não possuía, sim, você dizia que eu era má e que sempre estive errada.
Você talvez não soubesse que suas palavras entravam em mim como facas cortando lentamente minha alma, e de lá não saiam, todas as noites ficavam indo e vindo enquanto não conseguia fechar meus olhos e descansar.
Suas palavras estavam lá, sempre estiveram lá.
Quando finalmente a porta bateu busquei ficar sozinha, mas já era tarde.
Eu vi você atravessar meu quarto e ir embora, mas você deixou a dor deixou e o rancor e junto com você levou minhas lágrimas.

Emoções falsificadas

agosto 9th, 2010 § 14 Comentários

Me perguntaram quem eu era ou quem se consistia meu verdadeiro eu
Queriam saber qual eram minhas armas e meus segredos, pediram para que eu criasse alguns enrredos.
História de um personagem forte e alegre, que nada aparentemente nada sentia e que nunca sofria.
Queriam que eu lhes contasse situções, estavam tentando descobrir minhas emoções.

È a velha história da menina com um olhar vago.
A velha perfeição imperfeita de um coração amargo, que se sente derrotado.

Eles falaram de carinho e compreensão, mas eles nada sabiam sobre emoção.
Sobre as minhas emoções.
Queriam que eu mentisse para todos, queriam que eu mentisse para mim.
Mas eles tinham uma escolha, apostar na minha verdade ou acreditar na mentira que eles criaram para mim.
Escolheram a mentira!
Eles vendaram os olhos e fecharam os ouvidos
Não tentaram ver quando menos entender

Estágios

fevereiro 18th, 2009 § 8 Comentários

Respiração ofegante.
Pulso descontrolado
Coração descompassado.

Medo, raiva, confusão!

Dor, perda.

Sonhos, ilusões, desilusões.

Desapego…
Amor, alegria, felicidade

Esperança.

Um novo começo?

Onde estou?

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