Todos os demônios estão aqui.
abril 30th, 2012 § Deixe um comentário
Eles estão aqui
Não podem sair
Eles fingim sorrir
Não querem cair
Ouça as vozes do inferno
Gritos aflitos
Agradecem os mortos
Por não estarem mais vivos
Todos os demonios estão aqui
Originais ou fabricados
Querem ser adorados
Santificados
Em nome do pai e do filho
Caminham entre nós
Bebem como nós
Eles são o “nós”
O sangue que escorre clama por justiça
A justiça clama pelo prazer
O prazer do poder
O poder do vencer
Para vencer você terá de perder.
Todos os demonios estão aqui
Qual é o preço de uma escolha?
Eles te ensinam o que fazer
Agora me diga
O que te resta além de obedecer?
Em um mar de almas marcadas
É apenas mais uma
Buscando uma cura
Não corra
Está acorrentado até o fim dos tempos
O diabo agradece sua alma
Nunca mais terá calma.
Qual é o preço da sua escolha?
Ria e aproveite tudo que lhe resta
Todos tentaram avisar
Mas você não quis escutar
Matou a esperança
Despadaçou o amor
Experimentou o torpor
Embriagou-se com o sangue que jorrava
Ignorou aquele que chorava
Venceu mas no fim perdeu
Um demonio não pode ser você
Mas quando se reflete em alguém
Os dois se tornam um só
Enlaçados como em um nó
O demonio queria ser adorado
Então ele se tornou o mal
Assim seria praticado
Inconscientemente idolatrado
Esse é você
Esse sou eu
Machucou? Ainda não acabou.
Todos os demonios estão aqui.
Dear mom
abril 26th, 2012 § Deixe um comentário
Jogue fora todas suas desculpas
O corte foi feito e sangra
Você estava louca me deixou rouca
De tando gritar, de tanto chorar
A menina cansou de lutar e
Você nunca soube o que era amar.
Ela enterrou seu orgulho
Quando se cansou de ouvir
” Está errado ”
E ele, o outro
Sempre calado
Agora é tarde.
Amarrem-me nessa camisa de força
Eu vou para o meu lugar
Lembranças moram na minha mente
Não da para escapar.
Se me cedessem um pedido
Pediria sol e alegria
Verão e euforia
Belos sonhos e calmaria
Mas o cinza é parte de mim
E agonia não tem fim
Alma negra manchada de vermelho
Refletindo o passado como num espelho.
Gritaria um milhão de vezes
O que passei e por onde andei
E que mesmo com dores
Eu ganhei.
Arranque toda essa dor do meu coração
Eu não pedi pra nascer
E ainda não posso morrer
Peça desculpas por mim a todos que machuquei
Você os fez pagar, me fez chorar
Mas me lembrei
Você nunca soube amar
Um mar de lamentações
E essa se torna apenas uma
Outras se encontram escritas na alma
Marcadas com calma
Para doer
Lentamente morrer.
Jornada
março 8th, 2012 § Deixe um comentário

A caricatura perfeita da vida errada
Agonia que não conhece a calma
Apenas uma alma marcada
Ela desce a rua como se fosse tudo
Quando na verdade só lhe resta o nada
Buscando um pouco de ar
Sonhando com a tal da paz.
Aqueles olhos
Os mesmo olhos
Eles sempre estiveram lá
Não tente negar
Te fizeram ser quem você é
Moldaram sua alma como a argila fresca
Criando valores
Delimitando pudores.
Ela nega
Mas sabe quem é
Sabe quem são os monstros
Os monstros são todos
Eles estavam na rua que ela desceu
E no interior do seu próprio ”eu”
Entre mentiras e formalidades
Ela busca e cria algumas verdades
Cansou de ser moldada e aprendeu a moldar.
Não, não é mais a menina derrotada.
Mas não pode negar
O espelho não pode mentir
Acabado e cicatrizado
Assim é o rosto da menina
Cansado e machucado.
Muitos ficaram pelo caminho
Outros se juntaram a jornada
Alguns amaram outros odiaram
Marcas ela levou e outras deixou
Escreveu na vida sua história
Enquanto sorria
Enquanto fingia.
Assim a menina estranha vivia
O vazio sentia.
Ele chegou, mudou.
E assim o vazio simplesmente… se foi.
Reflexo
fevereiro 17th, 2012 § Deixe um comentário
Não se engane pobre criança
Vão roubar sua alma
Acabar sua calma
Vão brindar com seu sangue
Comendo sua humanidade
Enquanto cultuam a calamidade
O fim está próximo
e você não pode lutar
Os mortos estão lá
São tantos que você nem pode contar
Eu sou eles
E eles são você
Somos todos.
Feras disfarçadas
Fingindo amar
Quando na verdade
Só buscam a quem caçar.
Não minta,
Ande na linha.
Sinto informar
Mas agora sua alma é minha
Agora é matar ou morrer
Não adianta correr.
Você escolheu mentir
E eu escolhi vencer.
Sou sua liberdade e seu maior temor.
Escolha
Amar ou odiar.
No fim terá que aceitar
Sou
fevereiro 16th, 2012 § Deixe um comentário

Sou aquela de quem você tem medo
Sou o fantasma de um passado que quer esquecer
Sou seu medo e sua coragem.
Sou aquela dos seus pesadelos
Aquela que te assusta com ideias fortes
Que não tem medo da morte.
Sou aquela com a mente insana
Com ódio nos olhos e sangue nas mãos.
Sou a melodia bela e errada
A musica que você não pode escutar
Sou a encarnação do mal
Sou a que encara a realidade
A que tanto lutou pela liberdade.
Sou o corte na alma
Feito com dor e navalha
Sou o sangue que escorre
Aquela que nunca morre.
Sou a que mora na sala escura.
A que não acredita em Deus
Mas sabe que demônios vivem.
A que sabe que isso não tem fim
Eles vivem em você
assim como vivem em mim.
O jogo terminou.
Seu tempo acabou.
Fé e heresia.
E para terminar
uma dose de hipocrisia.
Game over.
Minha dor não é aquela que eu sinto.
fevereiro 15th, 2012 § 1 Comentário

Meu coração bate com ritmo constante de alegria por sentir, por amar e por simplesmente viver.
Meu riso é finalmente real, os sonhos são finalmente possíveis e do passado só restam as marcas e os cortes abertos como forma de escape.
Não, eu não mais sozinha.
Percorri um imenso caminho em meio a milhões de árvores cheias de espinhos.
Decidi que iria até o fim mesmo que isso custasse uma alma repleta de cicatrizes fundas que me marcariam pra sempre.
E assim eu fiz.
Cá estou eu com minhas marcas amostras e meus ataques de loucura.
Mas estou viva e enfim, feliz.
Mas minha dor não é aquela que eu sinto, é a que eu sei que você sente.
Nesse caminho disse adeus para muita gente, em grande parte não lembro mais dos rostos e nem encontro um motivo para ter ficado.
Parti sem olhar para trás porque nada daquilo era real…
Mas foi diferente com você minha pequena.
É difícil ver seu olhar de desprezo, é horrível ouvir um simples ” estou bem ” quando o assunto é seu coraçãozinho tão danificado quanto o meu foi um dia.
Talvez você seja minha fraqueza, dentre todas as dores alheias a sua é unica que me machuca profundamente.
Sinceramente, posso conviver com sua indiferença mas não posso conviver com sua dor.
Por mais que doa sinto calma ao saber que você não sente mais o mesmo por mim, assim será mais fácil, seu coração vai doer menos, acredite.
Mas a verdade é que eu estou e sempre estarei aqui, ainda estou montando aquele espelho, mesmo sozinha não perco a esperança de te ver de novo, de poder secar suas lágrimas e de novamente lutar por você.
Perdoe meu egoismo ao partir, mas espero que um dia você entenda que eu precisava salvar minha vida de toda aquela dor.
E se um dia ler isso, saiba que eu penso em você todos os dias e que você sempre vai ser minha pequena e mesmo você já tendo me esquecido eu nunca irei te esquecer.
Sinto sua falta mas só torço por aquilo que te fará bem.
Odeio dizer para você se cuidar quando a unica coisa que queria fazer é cuidar de você.
Adeus minha amiga.
“When you try your best, but you don’t succeed,
When you get what you want, but not what you need,
When you feel so tired, but you can’t sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can’t replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you”
Strange
janeiro 21st, 2012 § Deixe um comentário
Sentada no canto observei você sorrir e rir com o canto dos lábios, sentia o cansaço em seu corpo, mas ao mesmo tempo sabia que estávamos conectados em uma mesma sintonia, em um mesmo ideal, e juntos podíamos sorrir.
Durante julgamentos e condenações constantes, durante anos pessoas te apontam na rua por ser uma aberração. Você sempre será aquele que ousou sair do padrão a tanto tempo definido. ” quem ele é para achar que pode ser diferente?”
Mas quer saber de uma coisa?
Eu os olho de cima, o desprezo pertence a mim.
Sou eu quem posso chamar todos esses de produtos medíocres de sociedade, eles estão lá enfileirados com números marcados em suas testas.
Verdadeiros fantoches daquilo que mais temem.
E nós?
Nós nos encontramos. Duas metades da mesma alma estranha unidas em uma combinação sem comparação.
Meu amor, eu te vi dormir com o sorriso nos lábios, então vim aqui agradecer por poder passar esse tempo ao seu lado.
Agradecer por ter o seu carinho todos os dias, por ter acima de tudo sua compreensão.
Obrigada por me mostrar sua verdadeira alma, obrigada por acreditar que eu iria entender.
Queria que soubesse que não só entendo quando a cada nova coisa eu te amo ainda mais em um patamar que não achei ser possível.
Eu te amo com toda intensidade com que se pode amar alguém, eu sinto você e sonho com você mesmo estando ao seu lado, eu sinto como se o mundo me pertencesse e nada mesmo pudesse me machucar.
Meu querido amor, ao escrever esse texto eu me aproximei um pouco mais da normalidade, me tornei um ser em busca da felicidade com o amor, mas não, não estou chateada por isso, você me deu a verdadeira liberdade.
Me fez entender que eu não preciso ser diferente ou ser normal, eu só preciso estar com você e sentir seu coração bater todos os dias…
Então eu serei feliz…
“ In my dreams together we’ll be strange “
Palavras aleatórias carregadas se sentimentos.
dezembro 21st, 2011 § 1 Comentário
Sentir
Tentar
AmarChorar.
Mentir
Jogar
EsconderCansar.
perdoe-me
dezembro 21st, 2011 § Deixe um comentário
Outra vez estava perdida em meio a meus devaneios caminhando por alguma dessas esquinas escuras da minha vida.
Estávamos eu você e aquelas mesmas lembranças de sempre.
Lembro-me de ter olhado em seus olhos enquanto via as lágrimas escorrerem e enquanto sentia as minhas arderem ao tocar minha boca.
Pude escutar você gritando enquanto quebrava algo bem atrás de mim, seus olhos ardiam como chama enquanto sua boca falavam aquelas palavras que chegavam até mim como facas rasgando sem a menor piedade.
Me perguntei para onde tinha ido meu ar, minha força? Mas eu só sentia a dor, e que imensa dor, ah se você soubesse… Naquele momento era só uma menininha atormentada no canto de um quarto escuro.
Me lembro de ter implorado com os olhos para aquele que eu chamava de pai, pedi que viesse em meu socorro mas seu olhar imóvel e sem atitude só fazia com que a alma doesse com tal intensidade que até hoje não sei como suportei.
Hoje estou aqui, sozinha.
Ainda não encontrei ninguém para secar minhas lágrimas nem para estancar o sangue que não cansa de jorrar. Na verdade nunca vou encontrar, esse deveria ser o seu lugar, lugar que você simplesmente entregou como se tivesse o direito por uma tal imposição.
Mas por favor não pense que estou aqui para me lamentar, muito menos para chorar.
Tenho um buraco em minha alma, um buraco que nunca conseguirei sarar, mas eu estou aqui, e vou sempre lutar.
Lutei contra meu maior fantasma e venci, agora nada pode me parar, nem a hostilidade nem a falta de amor nem tudo que me foi negado.
Eu me engano todos os dias dizendo que venci o vazio que você deixou, não eu não venci, mas eu ganhei algo que talvez seja mais importante, eu ganhei a força, e essa os seus gritos nunca vão poder tirar de mim.
Nunca….
Aquele espelho.
dezembro 19th, 2011 § Deixe um comentário
Era mais uma daquelas noites como as anteriores. Na cama ela podia ver as marcas escuras na parece, marcas essas que até hoje ninguém nunca descobriu nem descobriria. Era estranho, era frio, assim como gostava mas algo em especial naquela noite fazia o coração da garota bater apertado, como se estivesse machucado, cansado de trabalhar.
Talvez olhando lá no fundo dos seus olhos você poderia ver a dor que se escondia naquele brilho falso de um olhar vago. Ela se perguntava o que seria de agora para frente? Será que tudo iria novamente acabar de repente?
Uma sensação de medo invadiu sua alma, sentiu aquele aperto como se naquele momento o pequeno coração fosse realmente parar de bater.
Lembrava que as paredes costumavam falar e ela tentava a todo custo ignorar, mas elas estavam novamente lá, malditas paredes, maldita loucura.
Se lembrou de todas as lágrimas que derramou, e de tudo pelo qual lutou, por um instante sentiu como se o ar faltasse e com uma lagrima sofrida no canto do olhar lembrou que ainda era tempo de lutar.
Talvez o sonho não fosse assim tão perfeito, talvez as lágrimas ainda acompanhariam a menina por muito mais tempo. Quem pode na verdade dizer?
Mas ela estava lá, e mesmo com dores em seu corpo se sentia pronta.
Pronta para vencer mais uma vez, vencer cada julgamento, cada palavra hostil, cada medo que a perseguia.
Talvez ela nunca consiga de fato se livrar de todos os fantasmas, muito menos de todas aquelas pessoas com laminas afiadas prontas para retalhar.
Talvez ela nunca consiga com que as malditas cicatrizes sumam, ou que lembranças se apaguem ou que as lágrimas voltem.
Mas ela conseguiu vencer, sim eu sei que venceu, venceu a si mesma.
Travou uma batalha épica contra todos mas a que mais tirou seu sangue foi a imagem distorcida no espelho que insistia em dizer ” Você vai falhar “
Com a força que lhe restava conseguiu finalmente golpear o espelho maldito que insistia em gritar.
Olhou sua mão e lá estava o sangue, doce e vermelho, escorrendo lentamente e levando junto anos de medo e ódio.
Lá estava ela e mais uma cicatriz, mas essa era diferente, não existia vergonha na exibição e sim um misto de orgulho com coragem.
Era o ultimo inimigo a cair, a imagem distorcida, grotesca, tudo aquilo que ela viu durante anos estava agora em pedaços no chão, como dorian gray pode ver sua alma desconfigurada se destruindo, implorando piedade.
Mas já não havia mais tempo para isso, aquela alma maldita nunca mais iria fazer a menina sofrer, nunca mais iria dizer que a menina não iria conseguir.
Com o sangue ainda escorrendo, ela pode observar o monstro morrer e algo novo renascer.
Era um novo começo, uma nova vida, iria doer como sempre doeu, mas agora ela era mais forte, a cicatriz em sua mão era uma prova, prova que ela tinha vencido, vencido a si mesma.
Finalmente.

